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Extensão, especialização ou MBA?
Especialistas dão dicas para profissionais escolherem entre diferentes modalidades de educação continuada
Leandro Costa
Buscar atualização e aprofundamento de conhecimentos é fundamental para manter a empregabilidade e a competitividade no mercado de trabalho. No entanto, diante da grande oferta de cursos de capacitação, especialização e MBA’s, os profissionais, principalmente os mais jovens, ficam em dúvida sobre que tipo escolher.
Segundo especialistas, antes de tomar essa decisão, o profissional deve levar em conta alguns fatores, tais como o seu plano de carreira e a possibilidade de alinhar os conhecimentos oferecidos pelo curso com aquilo que ele está vivendo na empresa em que trabalha.
“Buscar uma formação com foco nas experiências que já teve e levando em conta o momento de carreira pelo qual está se passando pode evitar o desperdício de tempo e dinheiro, afirma o gerente da divisão de RH da Michael Page, Fernando de Castro.
“Aliar o conhecimento teórico à prática acelera o processo de desenvolvimento de um profissional”, acrescenta a gerente das divisões de Vendas e Marketing da Page Personnel, divisão da Michael Page focada em recrutamento para posições de suporte e apoio à gestão, Daniela Sanchez.
De acordo com ela, pressionados pelo mercado, os profissionais procuram a educação continuada cada vez mais cedo. Os preferidos, segunda ela, têm sido os cursos de MBA. “Eles acham esses programas mais completos”, observa.
Entretanto o ingresso muito prematuro nesses cursos não é proveitoso para o profissional. “Esses programas são mais densos e a troca de experiências é muito grande. Logo, não vale a pena se o aluno ainda não tem muita vivência. As escolas de renome costumam aceitar somente profissionais com nível de gerência”, destaca a sócia-diretora da Career Center, Karin Parodi.
“Recém-graduados e com pouca experiência podem investir, de início momento, em cursos de especialização ou aperfeiçoamento profissional, o que garante mais subsídios para aproveitar plenamente os ensinamentos de um MBA no futuro”, acrescenta o diretor pedagógico do centro de pós-graduação e MBA da Faculdade de Informática e Administração Paulista (FIAP), Gutenberg Silveira.
Daniela explica que a orientação passada a profissionais que ingressaram nesse tipo de curso muito cedo é fazê-lo novamente após cinco ou seis anos. “Eu cursei um MBA logo após me formar e depois de alguns anos acabei fazendo outro. Percebi que e a experiência que acumulei durante esse período me permitiram aproveitar muito mais o conteúdo do segundo curso”, comenta Castro.
Para Silveira, o profissional que já possui um MBA ou uma especialização em seu currículo não precisa necessariamente fazer outra do mesmo gênero. “É possível optar pelos cursos de aperfeiçoamento profissional. São de pós-graduação com duração menor do que os convencionais, mas não menos eficazes, e oferecem um aprendizado de ferramentas e técnicas muito aprofundado e específico.”
EXPERIMENTE
Para Karin, do Career Center, o ideal é que o profissional experimente um pouco o mercado para sentir com quais áreas se identifica e assim fazer a escolha do curso de forma mais objetiva. “A não ser que a pessoa esteja muito decidida, engatar um curso de pós-graduação sem experiência nenhuma é arriscado”, diz.
Ela salienta que quase sempre o profissional que ingressa numa especialização ou num MBA muito cedo vê que teria tirado mais proveito se tivesse esperado um pouco mais”.
Daniela da Page Personnel partilha da mesma opinião. Para ela, por mais importante que seja a formação, o que mais pesa para o mercado é a experiência que o candidato já acumulou. “Por mais que tenha boa formação, ele não é competitivo se não tiver conseguido atuar em boas empresas.”
Ela também defende a idéia de que a formação não deve ser encarada como forma de conseguir um emprego. “Já vi casos de profissionais que ingressam em algum curso porque estavam desempregados, o que é um erro”, alerta. Nas palavras de Silveira, da Fiap, um MBA, uma especialização ou um aperfeiçoamento profissional não devem ser encarados como um meio para mudar a área de atuação, mas sim como um complemento
ESCOLHA BEM
Levantar informações a respeito da grade curricular do curso, da experiência da instituição de ensino e do corpo docente são, na visão dos especialistas, outras precauções que o aluno pode tomar para evitar desperdício de tempo e investimento.
“A formação é um importante pilar da carreira, portanto é preciso ter muito cuidado com ela”, diz Karin. Ela recomenda que o aluno avalie bem a instituição e o perfil da classe para não de decepcionar. “Procure saber se a instituição de seu interesse é reconhecida pelo mercado acadêmico e profissional”, recomenda Silveira.
Fernando da Michael Page e Daniela, da Page Personnel, destacam que fazer um curso numa instituição que não tem esse reconhecimento não exclui o profissional do mercado, mas pode, sim reduzir suas chances. COLABOROU JULIANA PORTUGAL
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