estadao.com.br Estadao Jornal da Tarde Agencia Estado Eldorado AM Eldorado FM iLocal ZAP
   

Julio Mesquita
(1891-1927)
DIRETOR:
Ruy Mesquita

 
 
PARTICIPAÇÃO
ESPECIAIS
MERCADOS/FUNDOS
 
 
  
 
      Busca local   
Domingo, 23 março de 2008   edições anteriores
OPORTUNIDADES
 ÍNDICE GERAL | ÍNDICE DA EDITORIA | ANTERIOR | PRÓXIMA
  Lei Geral ainda não é conhecida

Estudo do Sebrae mostra que empresários olharam mais para o Simples, apenas um dos itens do texto legal

Maria Teresa Marques

Uma pesquisa realizada com cerca de 3 mil micros e pequenas empresas em todo o Brasil levantou o grau de conhecimento sobre a Lei Geral das Micros e Pequenas Empresas (Lei Complementar 123/06) e apurou que 75% são favoráveis à lei. As entrevistas foram realizadas entre 22/10/2007 e 16/01/2008.

A grande referência para as micros e pequenas, quando se fala na Lei Geral, é um dos itens constantes do trecho que trata do Simples Nacional (Super Simples), sistema tributário simplificado e diferenciado para micros e pequenas.

A lei, entretanto, apresenta uma série de outras providências que favorecem o segmento, mas, segundo apurou a pesquisa - denominada O impacto da Lei Geral (LG) nas Micros e Pequenas Empresas no Brasil -, o desconhecimento de alguns itens importantes de favorecimento não é pequeno (ver quadro nesta página).

Conforme o coordenador do Observatório das MPEs do Sebrae-SP - que efetuou a pesquisa -, Marco Aurélio Bedê, um dos itens que mereceriam atenção é o que obriga entidades de tecnologia a destinarem 20% de seus recursos às micros e pequenas. Apenas 17% das 3.097 entrevistadas tinham conhecimento desse item.

Outra questão importante da lei, segundo Bedê, é o favorecimento a micros e pequenas nas compras do governo até R$ 80 mil - benefício conhecido por 37% . A dispensa de algumas obrigações trabalhistas é conhecida de apenas 26%. E 39% sabem que a primeira visita de fiscalização deve ter apenas caráter orientador.

PROBLEMAS LOCAIS

Referindo-se às dificuldades citadas pelos entrevistados, Bedê explica que uma das constatações da pesquisa é que não há problemas generalizados. “O que se nota é que são questões de solução local”. Ele menciona a necessidade de os municípios regulamentarem a sua Lei Geral, para que se possa resolver as questões de cada localidade. “O problema é que pelo menos 90% dos municípios ainda não procedeu a essa regulamentação.”

O presidente do Sebrae, Paulo Okamoto, explica que os Estados onde houve maior aprovação da Lei Geral (Amapá, Rio Grande do Norte, Piauí, Espírito Santo e Rio de Janeiro), e particularmente do Simples Nacional, foram os que mais debateram a questão, reunindo Poder Público e empresários menores. “São também Estados mais compradores, com menos indústrias”, explica.

E o Sebrae, por sua vez, diz ele, participou de um processo de divulgação da Lei Geral, trabalhando de início os contadores, que seriam os primeiros a terem de lidar com as mudanças tributárias.

Agora, diz Okamoto, o trabalho está em divulgar um dos principais benefícios constantes da Lei Geral que é o favorecimento a pequenas nas compras governamentais.


www.sebrae.com.br


NÚMEROS
3 milhões de MPE

fizeram a opção pelo novo sistema de tributação entre julho de 2007 e fevereiro de 2008

84% dos empresários
do Paraná aderiram ao sistema; foi o maior índice do Brasil

4% dos que não optaram
é porque teriam aumento de impostos

65% dos entrevistados
disseram conhecer o documento único de pagamento dos seis impostos

17% apenas
tem conhecimento do item de acesso à tecnologia, constante da Lei Geral

FONTE: Pesquisa Os Impactos da Lei Geral nas Micro e Pequenas Empresas do Brasil/Observatório das Micro e Pequenas Empresas do Sebrae em São Paulo

   


    Links Patrocinados
  Estadao.com.br | O Estado de S.Paulo | Jornal da Tarde | Agência Estado | Radio Eldorado | Listas OESP
  Copyright © Grupo Estado. Todos os direitos reservados.