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Julio Mesquita
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  Sacolas recobrem carrinhos de compra

Material é reutilizável e evita desperdícios de plástico

Juliana Portugal

Atitudes sustentáveis não contam positivamente só para a imagem da empresa. São também uma interessante fonte de lucro e bom negócio. Que o diga a empresa de soluções promocionais Gatto de Rua, de Santos, litoral paulista, que desde o início do ano investe em produtos ecológicos.

A iniciativa da Gatto de Rua é recente. A empresa existe dede 1989, no entanto, até 2002, a proposta era a comercialização de produtos da moda esportiva. “A opção faz parte do nosso projeto de sustentabilidade, nossa contribuição para o meio ambiente”, afirma o diretor-industrial e sócio da empresa, Mário Gaspar. Mas não é só isso: “Nossa margem de lucro estava espremida. Precisávamos mudar a área de atuação.” Assim, no mesmo ano, eles fizeram um planejamento estratégico com o Sebrae.

O produto carro-chefe da nova empreitada da empresa é a Bag Market, uma bolsa multifuncional que reveste os carrinhos de supermercado, dispensando o uso de sacolas plásticas. A peça, que tem 210 litros, é feitas de TNT (Tecido Não-Tecido) é criação da diretora-comercial e sócia da empresa, Elaine Guapo.

O objetivo é que com a bolsa, durante as compras, os consumidores já organizem o que irão levar em produtos de geladeira, alimento e higiene e limpeza. “Queremos incentivar o consumo consciente.”

Além disso, Gaspar explica que a bolsa é retornável, evitando o desperdício, o que acaba por reduzir o custo da embalagem.

Desde o lançamento da Bag Market em março desde ano e o início da comercialização em agosto, mais de 200 peças foram vendidas. Segundo Gaspar, a imagem da empresa por parte dos colaboradores também teve mudanças. Ele diz que percebe a transformação no comportamento dos funcionários, que reconhecem a importância de não desperdiçar quando se pode reciclar.

Ao investir na sustentabilidade, a Gatto de Rua obteve um crescimento no faturamento em torno de 12%. A empresa também contratou mais três colaboradores.

Para os próximos cinco anos, Gaspar diz que a expectativa é que a empresa produza 48 mil peças por mês.

LIVRO E LIXO

A fundadora do Instituto Evoluir - uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) -, Cristina Marques, é idealizadora do Projeto Troque Lixo por Livro, que toca há dois anos.

Em junho de 2005, Cristina, que também é escritora de livros infantis, participou de um encontro com alunos de uma escola pública num morro em Blumenau (SC).

Durante a visita, Cristina percebeu que uma menina se aproximou por causa do livro e o pegava com bastante cuidado e rapidamente porque queria vê-lo antes que a escritora fosse embora.

Quando descia o morro, Cristina observou a quantidade de lixo reciclável que havia ali e que estava sendo desperdiçada. Sua iniciativa então foi procurar o apoio da Secretaria de Educação do Município e de empresas que estivessem dispostas a doar o lixo. O resultado é que o material doado pelas médias e grandes empresas, como Hering e Bunge, é vendido para uma recicladora que dá um fim adequado ao lixo.

Com o dinheiro arrecadado, o instituto contrata autores e ilustradores que criam obras inéditas para serem trocadas nas escolas públicas. “As crianças levam um quilo de lixo reciclável e, em troca, pegam um livro”, explica Cristina.

Desde o início do projeto, mais de 19 mil e 300 crianças foram atendidas. Sendo que 250 mil livros foram distribuídos.

A expectativa de Cristina é expandir o projeto para outras cidades de Santa Catarina.

   


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