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Eles criaram na internet o 'telejornal inclusivo'
Telelibras traz o olhar dos deficientes
por Gustavo Miller
Um telejornal inclusivo. É essa a proposta do programa Telelibras, da ONG Vez da Voz, veiculado na web há mais de um ano e que já tem mais de cem vídeos.
Exibido no endereço www.vezdavoz.com.br/telelibras, o noticiário é realizado por uma equipe de profissionais de São Paulo, Campinas e Brasília.
Além dos apresentadores que ficam no estúdio, 'repórteres especiais' fazem as reportagens externas: um rapaz surdo e outro cego, um cadeirante, um garoto com Síndrome de Down e uma jovem com baixa visão (5% do total), a cantora Sara Bentes.
Dentro ou fora do estúdio, os repórteres sempre têm ao seu lado um instrutor e intérprete de Libras, a Língua Brasileira de Sinais. 'Aquela coisa da TV de colocar o tradutor de Libras em uma janela pequena dentro da tela diminui o deficiente', provoca a fonoaudióloga Cláudia Cotez, presidente da Viva Voz.
Segundo ela, o telejornal foi criado 'para criar um meio de comunicação que seja mais humano'. 'A pessoa com deficiência fica muito tempo na internet, que é um meio acessível para eles se informarem', explica.
Os apresentadores e repórteres foram treinados para fazer o chamado 'texto inclusivo'. Eles dão a notícia de um jeito simples e didático, que visa facilitar a compreensão de cegos e surdos.
'Muitos deficientes não compreendem as notícias dos telejornais das emissoras abertas, que não são preparados para eles. Um surdo de Fortaleza me pediu outro dia para explicarmos para ele o caso Isabella', comenta Cláudia.
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