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TV no celular? Basta um toque na tela
'Link' testou o primeiro telefone brasileiro com receptor de televisão digital integrado, a ser lançado no fim do mês
: Rodrigo Martins
É um celular e também uma TV. Com previsão de chegada às lojas no fim do mês, o VK-500, da Semp Toshiba, dá a largada para mais um recurso na tão falada convergência nos telefones móveis. Sim, o aparelho toca música, tira foto e grava vídeo. E é o primeiro no País a receber a programação dos canais abertos via TV digital móvel, o que se tornará comum em alguns anos.
O VK-500 quer ser classudo. Tem tela sensível ao toque e não possui um teclado físico, só virtual. Para ativar a maioria das funções ou digitar, só com o dedo na tela - o que a deixa engordurada. Chama a atenção a bateria 'gorda' do aparelho, onde também se encontra o sintonizador de TV e uma antena retrátil - como a de antigos rádios à pilha.
Assistir a TV no aparelho é simples. Com um toque na tela de 2,4 polegadas, abre-se o sintonizador e as imagens começam a ser exibidas. Nos testes foram reconhecidos os canais das emissoras Gazeta, Globo, Record, Band e Rede TV!. O SBT e a MTV não estavam disponíveis. Isso acontece porque, embora o sinal da TV digital móvel esteja em toda a cidade, há locais em que uma emissora tem um sinal mais fraco e a outra mais forte, por exemplo.
Para trocar de canal, aperta-se botões de ir e voltar na própria tela. O processo, aparentemente simples, demora cerca de 8 segundos, pois o VK-500, como os receptores fixos de TV digital, é lento para fazer essa sintonia.
O celular também permite configurar como a imagem será mostrada: em tela cheia, widescreen ou com zoom. Esse recurso é muito útil porque cada emissora transmite hoje imagens com um formato de tela diferente, sem um padrão. Assim é possível ajustar a imagem para ocupar a tela toda. O problema é que o VK-500 não permite configurações específicas para cada emissora. Ou seja, mudou de canal, deve-se configurar o formato de exibição.
E a qualidade da imagem? Não espere alta definição. No sinal móvel, a imagem é compactada e perde qualidade, mas dá para assistir perfeitamente aos programas. Nos testes, Globo e Band estavam impecáveis. Gazeta e RedeTV! tiveram algumas distorções. A Record teve problema de sincronia entre voz e vídeo. Porém nada que atrapalhasse. Mesmo em movimento, a recepção foi boa.
Já com relação ao som não se pode dizer o mesmo. O VK-500 utiliza o alto falante do celular - o mesmo usado nas conversas telefônicas. O som, além de ser baixo - se estiver em um ambiente aberto, não se ouve -, é distorcido. Em um programa de auditório, só dá para ouvir a voz - estridente - do apresentador. A música de fundo se perde.
O telefone, lógico, tem saída para fone de ouvido, o que resolveria o problema. O Link não pôde comprovar isso pois a Semp Toshiba não forneceu os fones - com entrada proprietária - para os testes.
O telefone, GSM, tem ainda câmera de 2 megapixels, faz filmes e fotos, toca MP3 e tem entrada para cartão do tipo microSD. Segundo a Semp Toshiba, deve custar 'entre R$ 1.200 e R$ 1.300'. 'Já fechamos com uma operadora de telefonia', diz o diretor de Mobilidade, Jairo Siwek.
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