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Julio Mesquita
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Sexta-feira, 28 dezembro de 2007   edições anteriores
GUIA CADERNO 2
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  Festa de todos

RÉVEILLON NA PAULISTA
Céu: 15 minutos de pirotecnia, fogos de artifício, show de luzes, balões e confetes. Terra: cerca de 2 milhões de pessoas cobrindo 3 km de asfalto

Na primeira edição do Réveillon na Paulista, na chegada de 1997, apenas 200 mil pessoas apareceram. Onze anos depois, os festeiros devem passar facilmente a marca de 2 milhões. Os números da festa, que integra o calendário oficial da cidade desde 2001, comprovam que passar o Ano Novo em São Paulo já não é mais o mico de antes.

A folia começa às 20h de segunda (31) e vai até às 2h30 de terça (1º). O mestre de cerimônias é o ex-Big Brother Alemão, que apresentará as atrações musicais da noite. A banda Tihuana, em alta com o hit ‘Tropa de Elite’, e o cantor Lulu Santos encabeçam a lista, que ainda conta com MC Leozinho, o sertanejo Leonardo e com a bateria da escola de samba campeã do último carnaval, a Mocidade Alegre.

O tema deste ano é ‘São Paulo - A Cidade de Todos Nós’. A idéia é valorizar o que a Cidade tem de mais bonito, principalmente na área arquitetônica (a prefeitura trata de valorizar o projeto Cidade Limpa). Para isso, foi criada uma cenografia inédita no palco, instalado na Avenida Paulista, entre as ruas Ministro Rocha Azevedo e Frei Caneca. A estrutura, de 80m2 e 7 metros de altura, foi inspirada no desenho do primeiro viaduto da Cidade, o Santa Efigênia. Sobre ele, o cenário faz referências a edifícios como o Masp e o Altino Arantes (Banespa), além de prestar homenagem ao arquiteto Oscar Niemeyer - o aniversariante do ano - a partir de obras marcantes assinadas por ele, do Copan à Oca. Ao mesmo tempo, painéis de alta resolução utilizarão efeitos de computação gráfica para exibir imagens de São Paulo.

A contagem regressiva promete seguir o padrão do último ano, com boa visibilidade de toda a avenida. Entre as ruas Pamplona e Ministro Rocha Azevedo, dez grandes torres numeradas se acenderão conforme a virada de ano se aproxima. Ninguém deve perder o momento do espetáculo, pois dez telões foram espalhados pela via. Além disso, serão 600 mil watts de potência de som cobrindo os três quilômetros da Paulista. Assim, ninguém dorme na vizinhança.

O momento da virada, claro, virá com muitos fogos de artifício. A promessa é de 15 minutos de pirotecnia. Ao som de uma trilha especialmente composta para o evento, 80 mil tiros e 4 mil bombas multicoloridas enfeitarão o céu da cidade, acompanhados de 5 milhões de confetes metalizados e de uma revoada de dez mil balões brancos, tudo perfeitamente sincronizado. Projetores de iluminação colorida ainda “pintarão” temporariamente a fachada de alguns prédios.

CRESCIMENTO

O aumento do público acompanhou a evolução da infra-estrutura criada para o evento. Este ano, foram autorizados 80 pontos de venda de alimentos e bebidas. A iluminação, que inclui os efeitos de luz, vai precisar de 30 geradores com capacidade 5 milhões de watts de potência, energia que iluminaria uma cidade de 100 mil habitantes.Serão 300 banheiros químicos, dez ambulatórios médicos e 200 faxineiros cuidando da limpeza no dia seguinte.

A segurança será feita por 1.500 policiais militares e homens da guarda civil, além do pessoal da CET. A organização também contratou 500 seguranças particulares . Câmeras de longo alcance também foram instaladas para monitorar pontos estratégicos. Como nos outros anos, um esquema especial de revista controla os acessos à avenida, totalmente gradeada no seu entorno. A intenção é impedir que passem garrafas, fogos de artifício e qualquer objeto que possa ser usado como arma.

Para chegar à festa, é melhor deixar o carro em casa. O trânsito da Paulista será interditado a partir do meio-dia da segunda. É bom lembrar que, à tarde, o lugar será o palco principal da Corrida de São Silvestre. Os dois lados da avenida só serão liberados para veículos a partir das 5h de terça. O metrô é mesmo a melhor opção, tanto para chegar como para deixar o local, já que funcionará em esquema especial, sem interrupções nas três linhas, com intervalos de 6 a 9 minutos entre os trens. O embarque e desembarque será normal até às 2h, quando só será possível entrar pelas estações Paraíso e Clínicas. As únicas que ficarão fechadas serão a Trianon-Masp e Consolação, exatamente por ficarem na concentração do evento. Elas não operam entre às 19h e 4h40.

Só não dá ainda para pular sete ondas em plena Avenida Paulista. Quem sabe no ano que vem.

   


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