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Julio Mesquita
(1891-1927)
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Sábado, 6 outubro de 2007   edições anteriores
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  Como era ser criança há 30 anos?

Se você é desses que se irritam com qualquer demora na web, viaje ao passado e veja como a vida pedia mais paciência

Quando você digita o endereço de um site e o computador demora mais de 10 segundos para baixar a página buscada, você já chacoalha as pernas de impaciência? Ao tirar uma foto com câmera digital, lá vai você conferir se a imagem ficou O.k. ou se é o caso de repetir a pose. Em dois segundos, a imagem já estará gravada no seu computador e você há de enviá-la aos amigos em seguida, se quiser.

A geração que hoje cresce conhecendo os recursos da internet, do iPod, do celular e do DVD (um filme visto no cinema chega à sua casa em poucos meses) mal tem idéia de como as crianças viviam sem isso tudo há 30 anos.

Daí o resgate que o Estadinho propõe nesta edição, em nome do Dia das Crianças que vem aí, de como era ser criança até um tempo atrás.

Por isso, quando a ligação do celular ou a busca no computador demorar um minuto que seja, acalme-se: o mundo já foi bem mais paciente nessa espera.

Fotografias

Hoje a galera faz fotos e na mesma hora quer ver como ficou. Antes da foto digital, só havia a foto em filme, que sobrevive: a cada 24 ou 36 fotos, o filme é levado para revelação em laboratório e só então as imagens são conferidas.

Enciclopédia

Google? Que nada! As pesquisas de trabalhos escolares eram feitas nas enciclopédias. A Barsa era a mais requisitada. E ao menos era preciso copiar o resultado, não tinha essa onda de acionar as teclas copia-cola como alguns fazem hoje.

Desenhos animados

Quem tem TV paga, com cinco ou seis canais infantis, nem imagina como a programação era restrita há 30 anos. Mal havia atração infantil após o almoço e TV em cores era artigo de luxo. Mas a rua era bem mais segura para se brincar.

Telefone de ficha

Nada de encontrar pai ou mãe a qualquer hora. Nem de ser achado. Era a vida sem celular. Na rua, o jeito era ligar do orelhão, o telefone público, com fichas.

Brincadeira de rua

Corda, amarelinha, carrinho de rolimã, rocambole, pega-pega, passa anel, bonecas de pano, pipa, saquinhos de arroz... Muitas dessas brincadeiras de rua foram substituídas pelos joguinhos no computador e videogame.

Roupas iguais

Hoje em dia encontramos vários modelos de roupas, tênis e acessórios, tudo é muito acessível. Mas essa oferta é conquista recente. Era muito comum os irmãos usarem o mesmo modelo de roupas e sapatos, mudando apenas as cores. Além disso, muitos compravam os tecidos e confeccionavam as peças em casa.

Na tela do cinema

Você vai ao cinema hoje e já pensa no lançamento do filme em DVD dentro de alguns meses. Há 30 anos, nem VHS havia. Para ver de novo, só voltando ao cinema!

Historinha em vinil

Em vez de CD e Ipods, as crianças ouviam música pelos LPs que tocavam na vitrola. Aliás, você já viu uma vitrola? Também eram comum os livros com disquinhos musicais que narravam as histórias.

Doces caseiros

Imagine uma cantina sem salgadinhos de pacotes e bolachas recheadas. As crianças não sofriam a tentação de tanta gordura trans e se esbaldavam em doces caseiros, como doce de abóbora, doce de leite, rapadura e muitos bolos.

   


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