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  Vestibular para a seleção

Levantadoras disputam Superliga de olho na vaga aberta com a aposentadoria de Fofão

Valéria Zukeran

As levantadoras Ana Tiemi, Dani Lins e Fabíola estão encarando a Superliga Feminina de Vôlei como um vestibular. Afinal, com a aposentadoria de Fofão após a Olimpíada de Pequim e sua provável, mas não totalmente garantida, substituição por Carol Albuquerque, vai sobrar pelo menos uma vaga na seleção brasileira feminina de vôlei para o próximo ciclo olímpico.

Segundo a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), o técnico José Roberto Guimarães deve fazer nova convocação em meados do primeiro semestre de 2009, quando a seleção disputará uma vaga no Campeonato Mundial de 2010, e a tendência natural é de que a reserva de Carol tenha freqüentado as categorias de base da seleção, caso das três. Com isso, o trio sabe que é hora de mostrar serviço para impressionar o treinador.

Em comum, as três têm a garra de quem não poupou sacrifícios na luta pelo sonho de ser jogadora profissional de vôlei. “Sofri para caramba. Fui sozinha de Mato Grosso (Nova Mutum) para Belo Horizonte com 14 anos. Meti a cara. Foi difícil ficar longe da minha mãe para morar em uma república, mas valeu a pena”, conta Ana Tiemi.

Dani tem avaliação semelhante de sua experiência de trocar Recife por Osasco aos 15 anos, assim como Fabíola, que foi de Brasília para o Rio aos 17.

Cada uma das jogadoras é realista ao avaliar prós e contras na luta por uma vaga na seleção. “Acho que das três sou a que menos têm chance porque sou reserva da Carol Albuquerque no Finasa/Osasco, mas tenho paciência e sei que o que for para mim está guardado”, afirma Ana Tiemi, de 20 anos. Mas nem tudo é desvantagem. “O lado bom de trabalhar com a Carol no clube é que ela me dá muitos toques, aprendo muito com ela. Outra coisa a meu favor é o fato de eu ser a levantadora mais alta da Superliga, com 1,89 metro.”

Dani Lins, 23 anos, 1,83 metro, acredita em uma disputa saudável pela vaga na seleção, e está levando a sério a possibilidade de ser chamada por Zé Roberto. “Qualquer campeonato, qualquer jogo, sempre é uma vitrine para uma futura convocação, embora a prioridade seja ajudar o Rexona a ser campeão da Superliga”, diz a levantadora. “Todos os dias tento fazer uma auto-análise do meu desempenho, porque ninguém está 100%. Acredito que preciso melhorar um pouco em tudo, amadurecer, liderar mais em quadra, mas tenho como qualidade o fato de ser uma pessoa fácil de lidar e ter muita garra.”

Fabíola, 25 anos, 1,84 metro, acredita que a jogadora que se destacar mais na Superliga realmente terá vantagem na luta por vaga na seleção, e sabe que tem como desvantagem o fato de não ter freqüentado as categorias de base da seleção como levantadora. “Até os 16 anos eu era atacante, mas o Bernardinho me convenceu que eu poderia trocar de posição, aproveitando o diferencial de ser alta”, conta a jogadora, mãe de Andressa, que vai fazer 2 anos. “Mas isso não me impediu de ser convocada para a seleção pela primeira vez seis meses depois de ter dado à luz”, relembra.

   


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