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TVs censuram violência nos jogos
A pedido da Uefa, transmissão não mostra aos telespectadores as imagens de violência ocorridas nos estádios
Jamil Chade, GENEBRA
Quem vê os jogos da Eurocopa pela TV tem a impressão de que o evento não passa de uma grande festa, sem conflitos e com o foco exclusivo no futebol. Mas a realidade é que a Uefa, informalmente, pediu às emissoras européias que evitem mostrar nas arquibancadas eventuais conflitos ou mesmo torcidas com comportamento hostil.
A censura em relação às imagens dos estádios não é uma obrigação que todas as emissores devem seguir e a Uefa admite que não tem como controlá-las. Mas a entidade reconhece que a difusão de imagens de perturbações poderia gerar violência entre as torcidas nas cidades, principalmente nas ruas onde grupos opostos são obrigados a assistir juntas às partidas em telões.
Em pelo menos dois jogos, o comportamento da torcida foi banido das imagens. No jogo entre Polônia e Alemanha, as torcidas passaram toda a partida se ofendendo e se provocando. Nada disso passou nas imagens da Uefa. Cerca de 200 torcedores acabaram presos após o jogo.
Já na partida entre Áustria e Croácia, em Viena, a torcida do time visitante não escondeu sua hostilidade. Mais uma vez, as televisões ignoraram os fatos ocorridos.
Já em campo, foi um telão que promoveu um verdadeiro debate no jogo entre Holanda e Itália. No primeiro gol holandês, os italianos se viraram para o telão do estádio de Berna para acompanhar a repetição do lance, que acabou mostrando que o atacante Van Nistelrooy estava em posição de impedimento.
Ao ver o telão, os jogadores partiram para cima do árbitro, que acabou dando cartão amarelo para Luca Toni. A Holanda acabou marcando mais dois gols.
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