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Sábado, 10 maio de 2008   edições anteriores
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  Pular corda vira esporte: rope skipping

Sites e apresentações em parques ajudam a divulgar os exercícios

Lais Cattassini

Todos sabem pular corda. A premissa, divulgada pelo grupo Corda de Rua, prova que não são só crianças que possuem habilidade e desenvoltura para manter-se em constante movimento. A prática de pular corda se tornou um esporte, que, embora ainda não consolidado no Brasil, vem ganhando adeptos: o rope skipping. Erlan Gonçalves, de 10 anos, se aventurou a pular, pela primeira vez, com duas cordas ao mesmo tempo durante uma apresentação no Parque Villa-Lobos, na zona oeste de São Paulo. “Gostei por ser diferente e muito divertido.”

A diversão é o grande atrativo da prática que também conquistou o publicitário Chico Barney, de 25 anos, convidado a participar dos desafios para provar o quanto o esporte é fácil e pode ser feito por qualquer pessoa. “ Você fica horas pulando e não percebe quanto tempo passou.”

É Barney quem atualiza e mantém o blog “Acorda Chico”, parte do site www.cordaderua.org. O site, assim como as apresentações do grupo em parques públicos, ajuda a divulgar o esporte, criado em 1969 nos Estados Unidos.

Inventado como maneira de tornar os exercícios de condicionamento físico menos monótonos, o rope skipping é mais presente em seu país de origem, onde movimentos de hip hop e ginástica são incorporados às manobras. No Brasil, os atletas experimentam fazer embaixadinhas enquanto pulam, uma forma de levar a cultura do nosso País ao novo esporte.

“Você pode realizar manobras já existentes, como o frog (parada de mão ‘plantando bananeira’), ou criar movimentos”, explica Ana Sato, técnica e uma das criadoras do grupo Corda de Rua. A Federação Mundial de Rope Skipping realiza competições ao redor do mundo e conta com a participação de mais de 30 países, incluindo o Brasil.

O filme Jump In, produção de 2007 dos estúdios Disney, ajudou a aumentar a procura pelo esporte e a divulgar os embates, que englobam apresentações individuais, em grupo e desafios de velocidade e criatividade. A coordenação motora, o equilíbrio, os músculos e o sistema cardiovascular são os mais beneficiados pela prática do rope skipping. Segundo Ana Sato, não há restrições de idade ou necessidade de preparo físico para começar a pular: “Uma corda é o único pré-requisito para o esporte”, explica.

   


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