| |
'Partido é para expor idéias'
Deputado Sílvio Torres defende tese de que lançamento de nome próprio pelo PSDB é ‘obrigação partidária’
Ricardo Brandt
O deputado Sílvio Torres (PSDB-SP), um dos articuladores da pré-candidatura de Geraldo Alckmin à Prefeitura de São Paulo, afirmou ontem que partidos não são criados visando aos acordos políticos e que o lançamento de um nome próprio pelo PSDB na sucessão municipal é “obrigação partidária”.
Assista à entrevista na TV Estadão
“Você não cria um partido para fazer acordos, você cria um partido para expor as suas idéias, para submetê-las ao eleitorado e à sociedade”, disse Torres, em entrevista concedida ontem à TV Estadão.
O deputado e o secretário de Esportes do município, Walter Feldman, defensor da reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM), aceitaram participar de um debate, mas, minutos antes, o secretário comunicou sua desistência.
Em entrevista, Torres argumentou que o PSDB ficaria prejudicado se deixasse de lançar candidatura em nome de um acordo com o DEM, pensando em 2010. Disse ainda acreditar que a disputa mais uma vez será marcada por uma polarização entre petistas e tucanos.
VITRINE
O deputado afirmou que todo Brasil estará voltado para a capital paulista nestas eleições. “São Paulo vai ser a vitrine das eleições de 2008”, afirmou.
E citou a escolha dos petistas como exemplo. “O PT está escolhendo um de seus quadros mais importantes para disputar a candidatura em São Paulo que é a ex-prefeita Marta Suplicy”, disse Torres. “Da mesma forma, não podemos dizer para o paulistano que São Paulo não é importante e que preferimos fazer um acordo para governo em 2010. Não é honesto.”
RESISTÊNCIA
Torres defendeu a tese de que após o lançamento oficial da pré-candidatura de Alckmin os defensores da aliança com Kassab perderam força. “Depois da decisão da Executiva houve uma certa distensão, apesar de uma reação inicial esperada.”
PRÉVIAS
Ele defendeu a realização de prévias no partido para escolha de candidaturas onde existam dois nomes na disputa, mas ressaltou que na capital paulista isso seria impossível. “Aqui em São Paulo, poderia ter sido um caminho natural, mas o difícil é fazer prévia entre aqueles que querem ter uma candidatura própria e os que querem uma aliança.”
APOIO DE SERRA
“Entendemos que o governo José Serra tinha em mente para São Paulo uma outra alternativa”, afirmou Torres sobre a atuação de Serra na crise. Porém, disse ser compreensível que ele busque um acordo com o DEM pensando em fortalecer as suas pretensões para 2010.
“Mas temos a convicção de que o governador, por toda história que ele tem dentro do partido como um dos líderes mais importantes, jamais vai deixar de apoiar o partido nas decisões que tomar.”
|