estadao.com.br Estadao Jornal da Tarde Agencia Estado Eldorado AM Eldorado FM iLocal ZAP
   

Julio Mesquita
(1891-1927)
DIRETOR:
Ruy Mesquita

 
 
PARTICIPAÇÃO
ESPECIAIS
MERCADOS/FUNDOS
 
 
  
 
      Busca local   
Segunda-feira, 10 março de 2008   edições anteriores
METRÓPOLE
 ÍNDICE GERAL | ÍNDICE DA EDITORIA | ANTERIOR | PRÓXIMA
  Indefinição sobre legalidade de bingos deixa imóveis 'congelados'

Mais de 100 endereços de grande valor imobiliário que abrigavam jogo continuam fechados

Felipe Grandin e José Dacauaziliquá

A indefinição sobre a legalidade dos bingos imobiliza um patrimônio milionário na capital. Mais de 100 imóveis onde funcionavam as casas de jogos estão fechados, porque os donos esperam que a atividade seja liberada em breve. São áreas grandes e muitas delas situadas em bairros nobres como Jardins, Moema, Vila Mariana e Pinheiros.

A Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp) estima que a área construída de apenas cinco dos maiores estabelecimentos some 25.594 m² e valha entre R$ 50 milhões e R$ 70 milhões.

Dos 187 bingos que existiam na cidade até 2006, apenas três continuavam funcionando, por meio de uma liminar judicial, no fim de 2007, e 47 tinham sido transformados em empresas de outro ramo, segundo a Secretaria das Subprefeituras. O resto estava fechado ou com placa “aluga-se”.

Um empresário do ramo imobiliário que pediu para não ser identificado afirmou que muitos donos de bingos colocam placas de aluguel apenas como fachada. “Tenho clientes interessados que fazem ofertas, mas eles pedem valores muito acima dos de mercado e não negociam. A impressão que dá é que não querem alugar”, diz.

Para José Augusto Viana Neto, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP), esses imóveis podem suprir a carência de centros de convenções. “Há um déficit grande no setor e esses locais teriam aproveitamento imediato. É estranho como os empresários estão suportando essa despesa.”

O diretor da Embraesp, Luiz Paulo Pompéia, diz que os terrenos dos bingos costumam ser mal aproveitados. “Um terreno de 2 mil m² de área construída pode chegar a 6 mil m² ou 8 mil m² se verticalizado.”

O presidente do Sindicato de Empregados em Casas de Diversões de São Paulo e Região (Sindiversões), Elisson Zapparoli, diz que a maioria dos donos e ex-funcionários de bingos continua na expectativa pela liberação do jogo. “Mais da metade espera a regulamentação. Tenho comigo que vai sair até o meio do ano”, diz. “Estive em Brasília, fiz contatos. Vamos aguardar.”

“O setor espera que no próximo semestre saia a regulamentação”, diz o presidente da Associação Brasileira dos Bingos (Abrabin), Olavo Sales da Silveira.“Por enquanto, alguns seguram os imóveis e outros mantêm atividades diferentes que podem ser rapidamente desmobilizadas”, explica. “Os que têm imóveis próprios vão aguardar o retorno da atividade. Aqueles que alugavam, estão devolvendo.”

   


    Links Patrocinados
  Estadao.com.br | O Estado de S.Paulo | Jornal da Tarde | Agência Estado | Radio Eldorado | Listas OESP
  Copyright © Grupo Estado. Todos os direitos reservados.