estadao.com.br Estadao Jornal da Tarde Agencia Estado Eldorado AM Eldorado FM iLocal ZAP
   

Julio Mesquita
(1891-1927)
DIRETOR:
Ruy Mesquita

 
 
PARTICIPAÇÃO
ESPECIAIS
MERCADOS/FUNDOS
 
 
  
 
      Busca local   
Terça-feira, 26 fevereiro de 2008   edições anteriores
CADERNO 2
 ÍNDICE GERAL | ÍNDICE DA EDITORIA | ANTERIOR | PRÓXIMA
  A stripper com o diabo no corpo e no nome

Vida da roteirista de Juno, Diablo Cody, também daria filme

Ubiratan Brasil

A roteirista Diablo Cody tem estilo semelhante ao da brasileira Fernanda Young: irônica, inteligente e sempre disposta a surpreender. Vestindo um modelito que, a distância, parecia ser dos Flintstones, ela dedicou seu Oscar por Juno aos colegas escritores. E disse que, se tivesse dinheiro, pagaria os jornalistas do mundo todo para eles não repetirem um milhão de vezes a sua história.

Como ela não pagou, aqui vai um breve resumo de sua vida: nascida em Chicago em 1978 com o nome de Brook Busey, ela logo se mudou para Minnesota para viver com o namorado Johnny Hunt. Embora trabalhasse em uma agência de propaganda, Diablo decidiu, por capricho, se exibir em uma casa de strip-tease.

Promovida (na agência de publicidade), ela logo se cansou da rotina e pediu demissão. Tornou-se, assim, uma profissional do strip-tease. Passou por diversas casas do ramo até dar uma parada. Trabalhou também como operadora de telessexo até retornar à despida função de stripper, na qual passou a atender com nomes sugestivos como Bombom, Roxanne e Cherish.

Finalmente, decidiu se casar com Johnny e se dedicar à função de escritora, publicando o livro Candy Girl: A Year in the Life of na Unlikely Stripper (Garota Doce: Um Ano na Vida de uma Improvável Stripper), que se tornou um grande sucesso e que a empolgou a se arriscar como roteirista. Apesar da fama, Diablo conta que continua uma stripper, mas apenas para consumo interno, quando toma banhos de banheira com o marido.

“Quem eu gostaria que escrevesse o roteiro da história da minha vida?”, começou ela a responder a uma pergunta feita durante a entrevista coletiva, depois do Oscar. “Não sei pois sempre achei que seria um filme bobo por ninguém acreditar na história. Minha trajetória é realmente incrível e, por isso, acho que eu seria a melhor pessoa para contá-la.”

Diablo lembrou que os bons tempos de stripper a ajudaram a criar uma resistência à exposição pública, máscara que caiu totalmente quando se tornou famosa como escritora e roteirista. “Sei que pareço desajustada, incompetente, de difícil convivência. Talvez por isso que Los Angeles seja o lugar ideal para mim”, alfinetou.

Mas é justamente por essa marginalidade que Diablo Cody atingiu o sucesso com a história de Juno, a adolescente que engravida e decide doar o filho. “Não pretendi escrever sobre gravidez, mas sobre uma garota. Também me interessei em mostrar a dinâmica entre Juno e os pais adotivos de seu filho. Acredito que esse é o grande achado do filme e motivo de seu sucesso.”

A roteirista compartilha ainda o sucesso com a interpretação de Ellen Page. “Quem não a conhece acredita que ela é a própria Juno. Na verdade, o que vemos na tela é apenas o resultado de sua fantástica interpretação.”

   


    Links Patrocinados
  Estadao.com.br | O Estado de S.Paulo | Jornal da Tarde | Agência Estado | Radio Eldorado | Listas OESP
  Copyright © Grupo Estado. Todos os direitos reservados.