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CADERNO 2
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  Choro para escutar ao pé do ouvido

Arranjos modernos e títulos divertidos marcam o primeiro CD do Grupo Cochichando, que será lançado hoje no Sesc Ipiranga

Francisco Quinteiro Pires

Quando se pensa em choro, vêm rápido à mente Pixinguinha, bandolim, violão. Mas existe outro elemento tão indispensável quanto o músico e o instrumento na arte de tocar e ouvir choro: o copo de cerveja. E foi entre mesas de bares, onde pousaram muitos copos, que o Grupo Cochichando se conheceu e se reuniu até lançar o CD homônimo, hoje, no Sesc Ipiranga. O disco sai pelo Selo Cooperativa depois de receber o Prêmio Ney Mesquita, em 2007.

O quinteto formado por André Hosoi (bandolim e guitarra), Ildo Silva (cavaco), João Poleto (sax e flauta), Paulo Ramos (violão 7 cordas) e Ricardo Valverde (pandeiro) se encontrava no Bar do Cidão (antigo Café du Rève, Rua Deputado Lacerda Franco, 293, Vila Madalena), em 2001.

O anfitrião daquelas rodas de choro era o violonista João Macacão, que acompanhou o cantor Sílvio Caldas durante dez anos e é homenageado na faixa 7: Ao Mestre João (André Hosoi). Dali para o Ó do Borogodó (Rua Horácio Lane, 21), que nos últimos anos se tornou reduto do choro e do samba da Vila Madalena, foram alguns passos; a distância entre os bares é de 640 metros.

Das 11 músicas, só uma - Cochichando (Pixinguinha, João de Barro e Alberto Ribeiro), que dá nome ao grupo -, não é dos integrantes. Os arranjos modernos logo se notam, apesar de os músicos estarem atentos ao passado: eles citam de Jacob do Bandolim a Carlos Poyares e Dino 7 Cordas como influências. 'O choro tem um estilo forte, mas permite um tempero, algumas brincadeiras, mas não muitas', diz João Poleto, autor de cinco composições, entre elas Beliscando as Primas. Que tanto pode significar o que você, leitor, está pensando quanto uma gíria para o dedilhado nas cordas do violão.

Masushi, de André Hosoi, abre o CD: um trocadilho em japonês com a palavra maxixe que tem, na primeira parte, as características tradicionais do choro, mas na terceira se destaca a influência do flamenco. 'Voltava de uma viagem à Andaluzia, Espanha, e, inspirado por ela, compus essa música', diz Hosoi, que também assina No Pagode de Jimi Hendrix. Esse choro é inspirado nos riffs da guitarra do norte-americano desenvolvidos na música Voodoo Chile.

No show, serão tocadas as 11 músicas. Cochichando será a última, em que parceiros das rodas de choro serão chamados ao palco para improvisar. Pena que, nessa hora, faltará só o copo com a devida cerveja dentro.

(SERVIÇO)Cochichando. Sesc Ipiranga (213 lug.). R. Bom Pastor, 822, tel. 3340-2000. Hoje, 21 h. Ingressos R$ 6 a R$ 15

   


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