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ECONOMIA & NEGÓCIOS
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  Um ano de recordes. Até de latinhas

Produção de latas de alumínio deve fechar 2007 com 12,5 bilhões

Marili Ribeiro, SÃO PAULO

Há menos de quatro anos, a Coca-Cola dispunha de apenas três tipos de embalagens no Brasil. Hoje tem 28. Essa fartura de possibilidades para o consumo de um mesmo produto, cuja coqueluche foi o lançamento da pequena lata com 235 ml, decorre da soma de duas variáveis que animam a indústria de bens de consumo: o crescimento da economia e a inclusão da baixa renda na compra de marcas de primeira linha.

A produção de latas de alumínio, por exemplo, dá sinais dessa expansão e já encosta no teto de sua capacidade instalada no País, que é de 14 bilhões de unidades por ano, pelas projeções da Abralatas. Deve fechar 2007 com 12,5 bilhões, o que representa aumento de mais de 12% ante 2006, um recorde.

A Coca-Cola, assim como outras companhias donas de grifes no mercado - quase sempre construídas com pesados investimentos em marketing -, quer ver suas marcas também entre consumidores de menor poder aquisitivo. Nesse estrato social, as marcas talibãs sempre fizeram a festa. Para circular nele, muitas passaram a apostar em embalagens menores, mais baratas, o que lhes dá condição de habitar lugares nunca antes freqüentados.

Empresas fornecedoras do setor, como a Rexam, dona de 65% de participação no mercado de latas de alumínio, não conseguem atender à forte demanda. “Há projetos para novos formatos que foram abortados por falta de condição de entrega”, lamenta o diretor comercial da empresa, Renato Estevão. “A melhora do consumo tem feito as empresas também irem atrás de diversificação para ampliar seus negócios”, acrescenta. O resultado é medido na fábrica de Jacareí (SP), reaberta em 2007. As novidades - latas pequenas de 235 ml e 250 ml, e grandes, de 473 ml - mais que dobraram a produção.

Na Cervejaria Schincariol, o diretor de Marketing, Marcel Sacco, lastima que a lata gigante de NovaSchin (473 ml), sucesso no Nordeste, não seja distribuída no Sul. “Na indústria de bebidas, a falta de opções em alumínio tem incentivado a busca de suprimentos alternativos, como vidro e, até mesmo, a volta das latas de aço.”

A Femsa, dona das marcas Kaiser e Sol, optou por uma embalagem de vidro para lançar a pequena Sol Shot (250 ml). Com ela, quer potencializar a moda de embalagens menores entre os mais jovens. “A insuficiência no fornecimento pode ser um limitador para o crescimento do setor ”, considera o diretor de Marketing da Femsa, Ricardo Moricci.

Falta de insumo ainda não é problema na Coca e seu múltiplo portfólio. O Brasil é o terceiro maior mercado em vendas, atrás de Estados Unidos e México. Um ótimo desempenho, reflexo da agressividade de ações de marketing, como a de multiplicar as oportunidades de comercialização.“Acreditamos que as pessoas têm necessidades diferentes em momentos diversos, e cada um deles deve ser atendido com uma solução que faça o consumidor comprar cada vez mais”, diz Ricardo Fort, diretor de Marketing da Coca-Cola no Brasil.

   


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