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Litoral de SP se prepara para invasão
Seis milhões de turistas devem viajar para praias paulistas nesta que será a temporada mais curta dos últimos anos
Rodrigo Brancatelli
Um retoque aqui, uma reforma lá. Em Itamambuca, praia de Ubatuba que promete ser um dos locais mais apinhados do verão paulista, dois ajudantes de uma pequena barraca na areia já descarregavam na semana passada caixas e mais caixas de cerveja. Um grupo de três empresários vestidos com calça social e camisa de manga comprida, em pleno calor de 38 graus, discute como instalar os fios que vão acionar a queima de fogos em Maresias, São Sebastião. A poucos quilômetros dali, em Ilhabela, pedreiros e marceneiros corriam para deixar a charmosa Pousada do Salvador tinindo antes da invasão dos turistas. Estavam mais adiantados que seus colegas do Guarujá, que rezavam por uma trégua na chuva para terminar o banho de loja nas calçadas da Enseada.
PREPARATIVOS
Quase todo o litoral de São Paulo assiste a uma corrida para finalizar os preparativos para a invasão de turistas, que deve começar já na semana que vem. Com a temporada mais curta, já que o carnaval cai em 2 de fevereiro, as cidades estão se preparando para um dos verões mais movimentados dos últimos tempos - leia-se “lotados e congestionados”.
Segundo estimativas da Secretaria Estadual de Esporte, Lazer e Turismo de São Paulo, quase 6 milhões de pessoas devem viajar para o litoral no verão. O número é 20% maior que no ano passado e, não por acaso, bombeiros abriram 600 vagas de salva-vidas.
No litoral norte paulista, destino de 2 milhão de turistas, já não há mais casas para alugar em Ubatuba e grande parte das pousadas de São Sebastião tem lista de espera. No Guarujá, casas de baladas famosas, como a Sirena, de Maresias, e a Villa di Phoenix, de Campos do Jordão, abrem pela primeira vez, para tentar resgatar os tempos áureos do balneário.
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