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  EUA sabiam de abusos da Blackwater, diz relatório

AP E NYTT

Washington - Os seguranças da empresa americana Blackwater mataram civis iraquianos e procuraram esconder os incidentes, algumas vezes com a ajuda do Departamento de Estado, segundo o relatório de uma comissão de senadores dos EUA divulgado ontem.

Confira gráficos sobre morte de civis e militares no Iraque

De acordo com o documento, a Blackwater envolveu-se em 195 incidentes com tiros no Iraque desde 2005, deixando 16 vítimas (entre mortos e feridos). Em 163 dos incidentes, os seguranças da empresa foram os primeiros a atirar, embora o contrato com o governo americano determine que seja usada apenas “força defensiva”.

Segundo o relatório, em três anos, a Blackwater demitiu 122 seguranças por conduta imprópria, alcoolismo, consumo de drogas e outros problemas. Num caso citado, a Blackwater e o Pentágono pagaram US$ 15 mil à família de um iraquiano morto por um segurança da empresa que estava bêbado.

As investigações sobre a Blackwater começaram após um incidente no dia 16 em Bagdá, no qual seguranças da empresa teriam matado pelo menos 11 civis. Ante a revolta dos iraquianos, o premiê Nuri al-Maliki suspendeu a licença da Blackwater. O FBI enviará uma equipe ao Iraque para investigar o caso.

O Exército americano informou que o total de civis iraquianos mortos caiu de 1.975 em agosto para 922 em setembro. Em setembro, 64 soldados americanos morreram, menor número em 14 meses.

   


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