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Julio Mesquita
(1891-1927)
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Ruy Mesquita

 
 
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Sexta-feira, 28 setembro de 2007   edições anteriores
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  Cartas

O tamanho da força
O PMDB mostrou a sua força e cassou a Secretaria de Planejamento a Longo Prazo numa só canetada. Providência mais que acertada, porque, afinal, essa secretaria seria criada para acomodar “protegidos”. Já vão tarde Mangabeira Unger e os mais de 600 cargos. O recado veio
da parte de Renan Calheiros, que mostrou ter fôlego e deixou claro a Lula que, se não for saciado na sua busca por cargos, bastará puxar a linha e nenhuma peça ficará de pé. Resta saber se Lula e o seu partido querem medir o tamanho dessa força. Pena que atitudes como essa não sejam tomadas em benefício do povo. Para a sociedade, por enquanto, continuam as promessas e a demagogia dos parlamentares que governam de costas para ela.
IZABEL AVALLONE
izabelavallone@yahoo.com.br
São Paulo

Até que enfim, uma atitude “positiva” do Senado. Sei que é ilusão, que por trás existem interesses escusos, mas fiquei contente com essa votação. Nada mais justo do que castigar uma pessoa incoerente e aproveitadora.
HELIO LUIZ BOTURÃO
heliobot@uol.com.br
Natal

Descrédito
É realmente frustrante! A maioria da população não acredita mais no Senado e na Câmara, segundo pesquisa. É uma vergonha para nós, brasileiros, chegarmos a esse ponto em razão das manobras de nossos políticos e seus conchavos. Acorda, Brasil!
OLAVO ABÍLIO DE MATOS ARAQUE
olavoabilio@superig.com.br
São Paulo

Recente pesquisa da AMB mostra que 11% dos brasileiros confiam nos políticos e 16%, nos partidos políticos. Algo assim como 20 milhões de pessoas. Fiquei deveras surpreso! Eu não imaginava que havia tanto político e parente de político no Brasil. Ou, quem sabe, são as mesmas pessoas que assinalaram na pesquisa acreditar em mula-sem-cabeça, disco voador e na CPMF sendo usada exclusivamente na área da saúde. Mas talvez, estatisticamente, 11% dos seres humanos acreditem em qualquer coisa.
ROBERTO VIEIRA
robervieira@uol.com.br
Camaragibe (PE)

CPMF x cargos
Frustração, de fato, é ver a troca da CPMF por cargos. É alienação irretratável! Não será esquecida... Quero a relação dos votos logo após a votação e também perto das próximas eleições.
MARILDA SANT’ANNA
msant.anna@uol.com.br
Ribeirão Preto

Ainda bem que as empresas de economia mista, as “estatais”, reservam em seus organogramas diretorias e até mesmo presidências decorativas, reservadas para o toma-lá-dá-cá, comum
em todos os governos deste país. Embora se trate da decoração mais cara do mundo, muito pior seria se algum desses “nomeados” saísse de sua condição de objeto de decoração e resolvesse interferir na real administração da empresa.
NESTOR RODRIGUES PEREIRA FILHO
querubim@matrix.com.br
São Paulo

Sob controle do Estado
Ótimo artigo o do sr. Gilberto de Mello Kujawski de ontem (A2). Ele está coberto de razão, o nosso presidencialismo deveria acabar de vez. Cheguei à conclusão de que o único presidencialismo que funciona sem crises institucionais no mundo é o americano. Nos EUA isso é possível por contar com um sistema apoiado em apenas dois partidos e o presidente - quando eleito - sempre poder começar a sua gestão com maioria no Congresso. Sem barganhas, o presidente, assim constituído, pode de fato governar e implementar o seu programa, calcado em crenças e valores. Nesse aspecto, Lula, infelizmente, tem razão, no presidencialismo como o do Brasil “pricipismo” é, de fato, perfumaria de candidato sem chances de vencer. Nosso sistema político só favorece bons comunicadores, populistas e carismáticos, sem nenhum compromisso com a ética e a moral. Acho também que uma falha na nossa estrutura é a relação desequilibrada entre os Poderes Executivo e Legislativo, como ressalta com tanta precisão o sr. Kujawski. O toma-lá-dá-cá, presente na primeira página do Estadão de ontem, e o “gigantismo truculento” do Executivo, mesmo sem as reformas políticas aventadas, já poderiam ser grandemente reduzidos se as nossas empresas chamadas estatais fossem - como ocorre em todos os países do Primeiro Mundo - comandadas e controladas pelo Estado, e não pelos governos e pelos políticos inescrupulosos.
NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRA
noo@uol.com.br
São Paulo

Tucanos
Está difícil se manter como eleitor do PSDB. No caso mensalão mineiro, envolvendo o senador Eduardo Azeredo, o partido deveria ser coerente e expulsar esse senador, não pactuando com procedimentos antiéticos.
VICENTE F. OSHIRO
vfoshiro@uol.com.br
São Paulo

Faça o que eu digo...
Um órgão governamental oferecer um plano de saúde privado é a mesma coisa que o dono de um restaurante pagar o almoço dos seus funcionários em outro que não o seu. Em se tratando
do Ministério encarregado da área, significa, no mínimo, a confissão de total incompetência. Seria engraçado se a conta fosse paga por eles, responsáveis pelo péssimo serviço prestado, mas como somos nós, suas vítimas, que pagamos, é trágico.
MARIO SILVIO NUSBAUM
mario_silvio@hotmail.com
São Paulo

Carga tributária
São justos os reclamos contra a elevada carga tributária. Mas o leitor sr. Nilson Barroso (26/9) se equivocou ao afirmar que o governo “aumentou o valor dos imóveis rurais”. O que houve foi simples cumprimento do artigo 30 do Código Tributário Nacional. O ITR, assim como o IPTU, tem como base de cálculo o valor do imóvel. Houve, pelo que sei, apenas reajuste do valor do imóvel. Os proprietários de imóveis rurais descontentes com tal reajuste devem impugnar o lançamento, na forma do que prevê o artigo 148 do mesmo código (Lei 5.172/66). A economia rural brasileira, mesmo usando mão-de-obra quase escrava, é sui generis, pois o constante acúmulo de prejuízos gera gigantescas fortunas! Isso, claro, para não falarmos em gado de ouro...
RAUL H. HAIDAR
rhaidar@uol.com.br
São Paulo

Livros didáticos
O caderno Aliás de 23/9 trouxe algumas menções de educadores ao livro didático que entendemos equivocadas. Em respeito aos leitores, gostaríamos de apresentar a visão de quem faz o livro didático no País. Em primeiro lugar, ressaltamos que a atual forma
de escolha do livro didático é uma das mais democráticas e transparentes do mundo. O sistema é tão bem-feito que prosseguiu mesmo com a mudança de governo. Graças a esse esforço conjunto da sociedade, o Brasil tem um dos melhores programas de compra e distribuição de livros didáticos, além de reforçar a importância da livre escolha do professor. Ou seja, não há imposição de governantes na escolha da obra e os títulos e abordagens são variados. Como o professor é parte fundamental neste processo, o educador fica confortável para utilizar em suas aulas o livro escolhido por ele. Por conseqüência, o aluno usará efetivamente o material. Também é importante ressaltar que diante de critérios tão rigorosos de escolha as editoras são forçadas a ter sempre o melhor livro didático possível, com investimento em autores, pesquisas e na qualidade de impressão. A complexidade da edição e produção do livro didático, muito maior que a de outros tipos de obras, assim como as altas tiragens necessárias à sua viabilização exigem investimentos vultosos que aumentam significativamente o risco desse ramo editorial. Em conseqüência, as editoras organizam-se como empresas modernas. Dispõem de profissionais de alto nível, de complexa estrutura organizacional, de ampla rede de distribuição e de tecnologia sofisticada. Portanto, não se pode criticar todo um sistema que vem dando certo há tanto tempo sem conhecê-lo com rigor e mais profundidade. Nem criticá-lo em sua totalidade por causa de questões específicas e pontuais.
JOÃO ARINOS,
presidente da Associação Brasileira de Editores de Livros
São Paulo

   


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