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Cooler vira mania entre cervejeiros paulistanos
Substituto da caixa de isopor pode levar 74 latinhas e custa até R$ 1 mil
Valéria França
Quem passou o verão na praia viu muitos deles espalhados pela areia. Com o design de uma lata enorme de cerveja, de mais de 1 metro de comprimento, o novo cooler (caixa térmica) virou mania entre cervejeiros paulistanos. Com capacidade para manter geladas até 74 latinhas, virou quase um brinquedinho masculino, indispensável na praia, na piscina, em pescarias e até em caminhadas. Haja vontade de tomar cerveja: o cooler pode custar até R$ 1 mil.
Com tamanho, cores e estampas diferentes, o acessório é uma evolução das antigas caixas de isopor. Agora de polietileno de alta densidade, revestido na maioria das vezes de poliuretano, conserva a temperatura interna por 24 horas. Também tem uma estética bem mais caprichada que seus antecessores. Os mais em voga levam a marca de cervejas famosas, como Bohemia e Skol. O preço varia conforme o selo da cerveja e, principalmente, o tamanho. Mas o mínimo é de R$ 220.
Há modelos para todos os tipo de gosto e bolso. O menor, com capacidade para 24 latinhas, vem com alça e é fácil de carregar. Adepto da combinação cerveja, churrasco e muitos amigos, o empresário Marco Mosquetto, de 40 anos, comprou um para levar 74 latinhas aonde quiser, com a estampa da Budweiser. Detalhe: o cooler de Mosquetto vem com rodinhas. “É superprático. Você não precisa abarrotar a geladeira com cerveja e nem sair do lugar para tomar o próximo copo.” O empresário é do tipo que curte acessórios e não perde lançamentos. Tem capinhas térmicas para latinhas e para copos.
Ao contrário de Mosquetto, Norberto de Oliveira Neto, dono do Frangó, bar da zona norte de São Paulo famoso pela variedade de cervejas, não abre mão de uma caixa antiga de polietileno, comprada há 15 anos. “O cooler é caro e a minha caixa é muito eficiente. Pode até não ser tão moderna, mas ela já tem valor sentimental.”
O cooler não é exatamente uma novidade no mercado. Mas seu sucesso é. “Há três anos, ele chegou pela primeira vez às prateleiras e as vendas foram um fracasso. Por isso, tiramos do mercado”, diz Edson Coutinho, coordenador de Tendência da Tok & Stok, rede de lojas de decoração. “Hoje, vivemos a onda dos acessórios para quem gosta de cerveja. O consumidor começa a perceber que eles ajudam no prazer da degustação”, diz. “Por isso, o cooler voltou com tudo.”
Hoje, a cerveja é vendida no mercado como um produto cheio de particularidades - como o vinho, guardadas as devidas diferenças. É o caso dos copos especiais. “Quando se quer realçar o aroma da cerveja, normalmente se opta pelo copo de borda mais fechada, o que facilita a convergência dos aromas para o olfato”, diz Wilson Fornasier, mestre-cervejeiro responsável pelo desenvolvimento de produtos da AmBev (veja outras dicas ao lado). Segundo ele, se a cerveja já é bastante aromática, o copo pode ser mais aberto. Mas o importante mesmo, neste calor, é estar geladinha.
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