estadao.com.br Estadao Jornal da Tarde Agencia Estado Eldorado AM Eldorado FM iLocal ZAP
   

Julio Mesquita
(1891-1927)
DIRETOR:
Ruy Mesquita

 
 
PARTICIPAÇÃO
ESPECIAIS
MERCADOS/FUNDOS
 
 
  
 
      Busca local   
Segunda-feira, 11 dezembro de 2006   edições anteriores
INTERNACIONAL
 ÍNDICE GERAL | ÍNDICE DA EDITORIA | ANTERIOR | PRÓXIMA
  Ann Coulter, 'a Barbie da direita', divide os EUA

Três livros recentes atacam a colunista; a sua língua ferina não deixou escapar nem as viúvas do 11/9

Patrícia Campos Mello
CORRESPONDENTE - WASHINGTON

Desfilando seu 1,83m em uma indefectível microssaia preta, a colunista loira Ann Coulter - também conhecida como a Barbie da direita - conquistou o título de figura mais controversa da cena política dos Estados Unidos. A gota d'água foi seu último livro, Sem Deus: a Igreja do Esquerdismo. Nele, Ann resolveu atacar o inatacável: um grupo de viúvas do 11 de Setembro, que são particularmente críticas em relação ao governo de George W. Bush. 'Essas mulheres autocentradas não entendem que os ataques foram contra a nação, acham que foram dirigidos a elas... essas fulanas são milionárias, endeusadas pela TV e adoram seu status de celebridades.... nunca vi alguém aproveitar tanto com a morte do marido', disparou.

Foi demais. Até os conservadores a criticaram. E a resposta não tardou. Prestes a completar 45 anos, Ann ganhou um 'presente'. Acabam de ser lançados três livros anti-Coulter: Eu odeio Ann Coulter, de um escritor que assina como 'Unânime', Sem Cérebro: as Mentiras Lunáticas de Ann Coulter, de Joe Maguire, e Sem Alma: Ann Coulter e a Direitista Igreja do Ódio, de Susan Estrich.

'Ann prega que o presidente Bush é brilhante e que problemas como terrorismo, aquecimento global e alta da gasolina podem todos ser resolvidos com a proibição do casamento gay', resume 'Unânime'.

Graduada pela Universidade de Cornell, Ann fez Direito na Universidade de Michigan e trabalhou no Senado americano. Ela ganhou notoriedade ao representar Paula Jones no processo contra Bill Clinton por assédio sexual. Segundo o Google, há 24.600 páginas com a frase 'eu odeio Ann Coulter'na internet. A título de comparação, há 860 páginas com 'eu amo Ann Coulter'.

'Ann Coulter é uma das figuras mais tóxicas da cena cultural americana...não faz sentido dar a ela mais oxigênio', diz a famosa blogger de esquerda Arianna Huffington. É exatamente desse tipo de reação que Ann se alimenta. Chamada de Anticristo e Coultergeist por seus desafetos, ela já vendeu mais de 1 milhão de exemplares dos cinco livros que publicou.

Suas teorias são polêmicas, mas têm um público cativo. 'Todo livro que ela escreveu transformou-se em best-seller', disse Bob Wietrak, vice-presidente da editora Barnes & Noble. No primeiro livro, ela direciona sua metralhadora verbal contra o ex-presidente Bill Clinton e seu caso com a estagiária Monica Lewinsky. Nos outros, critica a mídia, os esquerdistas, elogia o ex-senador Joseph McCarthy, 'um incompreendido', contesta a teoria da evolução, prega o bombardeio da Coréia do Norte, e por aí vai. Em Sem Deus ela pontifica: 'Esquerdismo é a doutrina que leva pessoas normalmente sãs a ensinar a seus filhos como se masturbar, permitir o casamento gay, libertar criminosos e dizer às crianças que descendemos da minhoca.'

Recentemente, Ann apontou sua língua ferina para os muçulmanos. 'Se boicotassem todas as companhias aéreas, não só a US Airways, não precisaríamos mais de esquema de segurança nos aeroportos', disse a colunista, após alguns imãs expulsos de um vôo da US Airways terem pedido um boicote muçulmano à companhia.

Com comentários como esses e participação freqüente em talk shows, principalmente na Fox News, Ann ficou tão popular que ganhou até uma boneca temática, que tem cara de Barbie e custa US$ 29,90. Basta apertar sua barriguinha e a boneca fala 14 frases, entre elas: 'Por que não declarar guerra só por causa do petróleo?'

   


    Links Patrocinados
  Estadao.com.br | O Estado de S.Paulo | Jornal da Tarde | Agência Estado | Radio Eldorado | Listas OESP
  Copyright © Grupo Estado. Todos os direitos reservados.