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Terça-feira, 28 novembro de 2006   edições anteriores
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  Controladores escondem 'quase colisão' em Minas

Aviões da TAM e da BRA seguiam em direções opostas e passaram a 3,5 milhas de distância na horizontal; incidente não foi relatado oficialmente

Tânia Monteiro

No sábado passado, dia 25 de novembro, perto das 10 horas, uma 'quase colisão' acendeu um alerta entre os quase 30 controladores e supervisores de vôo de plantão no Cindacta-1, em Brasília. Perto de Poços de Caldas (MG), um avião TAM (vôo 3501), que ia do Recife para o aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, passou a 3,5 milhas do BRA (vôo 9904), que saiu de Guarulhos para Goiânia.

A distância mínima entre aviões na horizontal é de 5 milhas e na vertical é de um mil pés ou 300 metros. As aeronaves voavam uma em direção a outra, e o controlador só viu isso quando disparou o alarme visual anticolisão. O que se viu foi que a 'pista' do avião ficou piscando em vermelho na tela dos radares, chamando a atenção de todos os controladores.

O mais grave, de acordo com um dos presentes, é que o episódio não foi registrado em um relatório de incidentes (RI). Isso seria uma forma de proteger o controlador que, por algum motivo, estava desatento ou muito atarefado. Havia perto de 14 aviões na tela, o limite pelos padrões internacionais. Um dos pilotos ainda pode relatar o ocorrido e, neste casos, o problema seria maior porque seria verificado que o controlador e o supervisor omitiram o caso.

O Centro de Comunicação da Aeronáutica foi procurado pela reportagem desde às 11h30 de ontem, e até as 19h25 não tinha informações sobre o caso. O CeComSAer informou apenas que quando um caso não é relatado é porque os aviões não ultrapassaram o limite mínimo de distância. Já o chefe do setor técnico do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), brigadeiro Álvaro Pinheiro, explicou que o alarme no Cindacta é acionado bem antes de o problema se tornar realmente grave.

   


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