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A caráter, nudistas fazem encontro no Rio
Eles querem aprovação de lei para criar áreas de nudismo
Marcelo Auler
Cerca de 200 adeptos do naturismo reuniram-se ontem a caráter na Praia de Abricó, zona oeste, para a abertura do 10º Congresso Brasileiro de Naturismo (Congrenat). Até domingo, eles vão discutir as ações para pressionar o Congresso a aprovar a Lei Gabeira, que autoriza Estados e municípios a criarem áreas para o nudismo. Hoje, no País existem só oito praias onde o nudismo é permitido.
A lei tramita no Congresso desde 1996, já foi aprovada na Câmara e nas comissões do Senado, faltando apenas ser votada no plenário. No encontro também será acertada a organização de um congresso mundial em 2008, que pela primeira vez será realizado no Hemisfério Sul. Ele ocorrerá na praia de Tambaba, Paraíba, Estado que apóia oficialmente o naturismo.
Abricó é a única praia onde é liberado o nudismo na cidade do Rio. Ontem foi montado um esquema especial para evitar o acesso de pessoas estranhas ao evento. Só jornalistas e fotógrafos foram admitidos na praia com roupas. Mas os debates, a partir de hoje, serão no Parque da Prainha, perto de Abricó, onde representantes das 27 entidades, de sete Estados e do Distrito Federal, estarão devidamente vestidos. O nudismo será restrito à praia.
Uma questão sempre presente nas discussões é a do preconceito. 'Todos pensam que área naturista é área de libertinagem', diz a alemã Beate Flunkert, de 41 anos, adepta do nudismo desde os 11 anos, quando ainda vivia na sua terra natal.
Os nudistas vão discutir também como conter a invasão de seus espaços por adeptos do swing (a troca de parceiros entre casais). 'Tem crescido muito a presença destes casais entre nós. Isto desvirtua o naturismo', disse Pedro Ribeiro, presidente da Associação Naturista do Abricó.
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