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Cohab reforma 4 prédios no centro
Unidades terão 60 conjugados, com área de 25 a 30 m2; em dois anos, cerca de 200 famílias serão beneficiadas
A Companhia Metropolitana de Habitação (Cohab) criou um novo tamanho de apartamento para classe média baixa no centro de São Paulo. Para atender a uma demanda cada vez maior de famílias pequenas, quatro edifícios que estão em reforma vão ter mais de 60 conjugados, com área entre 25 e 30 metros quadrados. "No nosso cadastro, mais de 55% das famílias são formadas por só duas pessoas. Por isso, levamos à frente esse projeto", explicou o presidente da Cohab, Edsom Ortega.
As primeiras unidades serão entregues com a conclusão da reforma no Hotel São Paulo, em frente da Prefeitura. As outras três obras começaram no mês passado: uma na Rua Riachuelo, uma na Rua Asdrúbal do Nascimento e outra na Rua Senador Feijó. Em dois anos, cerca de 200 famílias poderão ter acesso a essas unidades.
Para ter direito a concorrer às novas vagas, foram definidos critérios, como trabalhar no centro. "A região tem muitos funcionários públicos e comerciantes que podem ocupar os prédios", disse Ortega.
Essas unidades não têm como serem destinadas a pessoas de baixa renda. Segundo Ortega, as famílias devem receber pelo menos três salários mínimos, ou R$ 1.050,00. "Os imóveis no centro são mais caros e as famílias têm que ter renda compatível não só para a prestação, mas para as despesas com o condomínio", justificou.
Desde sua criação, em 1965, a Cohab tem como prioridade famílias que ganham até cinco salários mínimos, equivalentes a R$ 1.750,00. "Para pessoas com renda até três salários, temos empreendimentos em outra áreas, como Canindé e Ipiranga", alegou Ortega. Ele admitiu que será difícil fazer moradia para esse perfil no centro.
REFORMAS
Abandonados e depredados, os três prédios em reforma devem ajudar no processo de recuperação do centro, que tenta reverter o esvaziamento dos imóveis residenciais da região. As fachadas pichadas escondem as obras internas de adequação.
Em dois dos prédios que antes tinham uso comercial - o da Riachuelo e o da Asdrúbal - os grandes espaços de escritórios serão recortados por novas paredes. Cada andar terá de cinco a oito unidades. "O único problema é o barulho dos carros", alertou um dos homens que trabalha na obra da Riachuelo, localizado na esquina com a Avenida 23 de Maio. Nesse prédio, cuja fachada é tombada, haverá uma área de lazer no terraço.
A menos de duas quadras, o Hotel Senador Feijó parece mais silencioso. O prédio, da década de 20, terá 40 apartamentos - dois adaptados para deficientes. Do original, restará só a gravação no mármore da entrada: "Architectos e Constructores Sociedade Commercial e Constructora Ltda".
A Cohab vai investir cerca de R$ 4,7 milhões na reforma dos três edifícios. Os recursos virão do Fundo Municipal de Habitação e do Orçamento Geral da União. A expectativa é que mais de 800 pessoas sejam beneficiadas.
OUTRAS ÁREAS
A Cohab também assinou contratos para a realização de obras em outras regiões. Serão dez empreendimentos, com 840 unidades e investimento de R$ 24,4 milhões. Os recursos são da Prefeitura, do Estado e do Programa de Arrendamento Residencial (PAR).
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