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Julio Mesquita
(1891-1927)
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Terça-feira, 5 setembro de 2006   edições anteriores
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  Chapinha já fazia a cabeça nos anos 50

Exposição mostra mais de 60 peças que contam a história dos salões.


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Shaonny Takaiama

Quem pensa que a famosa chapinha é recurso utilizado apenas nos salões de beleza modernos está enganado. Já existia em 1950, e fazia a alegria das mulheres, mesmo sob risco de saírem com os cabelos chamuscados, pois o equipamento era aquecido no fogo. Já um invento que ficou definitivamente para trás foi o modelador para bigodes, usado pelos ilustres senhores de 1920. Esses e outros objetos podem ser conferidos na exposição Cabeleireiros e Seus Acessórios - A Evolução Através do Tempo, que mostra parte da coleção do hair stylist Mario Merlino. O acervo, com 61 objetos, integra a Beauty Fair - Feira Latino-Americana de Cosméticos e Beleza, que termina hoje no Expo Center Norte, em São Paulo.

Foi por amor à profissão que Merlino iniciou a coleção que mostra a evolução das peças usadas em salões de beleza. Garimpando em feiras e antiquários de Paris, Buenos Aires e São Paulo, conseguiu reunir cerca de 200 itens.

O visitante da feira poderá conhecer, por exemplo, um dos primeiros frisadores de cachos americanos - os babyliss de hoje - aquecidos no fogo. "Entrar em um salão nas décadas de 20 ou 30 era sentir cheiro de queimado na certa", diz Merlino.

As clientes precisavam de coragem e os cabeleireiros, de muita força. O primeiro secador manual, de 1945, era francês, e pesava 2 quilos. Mas o tempo ajudou e os novos secadores, também expostos, pesam 200 gramas. E vêm com tecnologia de ponta: nanopartículas de titânio que reduzem as bactérias e fungos do ar, para que o jato de ar quente saia mais puro e deixe os cabelos mais limpos.

Podem ser vistas ainda as primeiras lâminas de barbear, douradas e pequenas, em estojo de veludo, da década de 1940, além da réplica de um prato de barbeiro de 1789. Com uma abertura para encaixar o pescoço, o cliente segurava o prato com espuma enquanto o barbeiro trabalhava.

Em lugar de destaque fica uma cadeira de barbeiro em madeira maciça, da década de 1930. Na casa do hair stylist, a peça possui outra finalidade. "É ótima para ler os jornais aos domingos."

   


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