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Chávez diz que convocará referendo sobre reeleições ilimitadas em 2010
AFP E REUTERS
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou ontem que, se reeleito em dezembro, convocará em 2010 um referendo para estabelecer a reeleição ilimitada e afirmou que a partir de 2007 dará início à segunda fase de sua revolução, para que a Venezuela se converta numa "república socialista bolivariana". Chávez fez o anúncio ao ser recebido ontem por uma multidão depois de suas visitas de Estado à China, Malásia, Síria e Angola. Na ida e na volta, o líder venezuelano passou por Cuba e visitou seu colega cubano, Fidel Castro.
Chávez dá como certa sua reeleição no fim do ano, numa votação para a qual é amplamente favorito, segundo pesquisas. Pelas regras atuais, ele não poderia candidatar-se a um novo mandato em 2014.
"Em 2010, quando chegar ao terceiro ano do próximo mandato, convocarei uma consulta popular", discursou Chávez, referindo-se à questão da reeleição ilimitada. "Agora, de 2007 até 2021, serão 14 anos para estender nossa revolução a todos os espaços, para que a Venezuela se torne uma república socialista bolivariana em toda a sua dimensão, para que haja igualdade verdadeira, liberdade plena, democracia profunda, democracia popular, democracia participativa e democracia protagônica."
Chávez afirmou ainda que a eleição presidencial de dezembro trará o que chamou de "furacão bolivariano". "O triunfo abrirá o caminho para a Venezuela socialista do século 21."
Retomando os insultos contra o governo dos EUA, ele afirmou que "daqui em diante" se referirá ao presidente americano, George W. Bush, como "mister diabo". Criticou também seus rivais na eleição, aos quais descreveu como "candidatos do senhor diabo". "São todos lacaios do imperialismo americano. Todinhos eles", disse. "Chega a me dar vergonha que esta oposição contra-revolucionária não tenha nenhum candidato de qualidade."
Ele também celebrou o apoio recebido durante a viagem pela Ásia e África à candidatura venezuelana a uma vaga não-permanente no Conselho de Segurança da ONU. A Venezuela disputa a cadeira com a Guatemala, apoiada pelos EUA. "Pela primeira vez, a Venezuela tem voz própria no mundo e uma política exterior independente."
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