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ECONOMIA & NEGÓCIOS
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  Produtoras brasileiras exportam filmes

Empresas faturam US$ 25 milhões com programas para canais como Cartoon Network e Discovery Channel

Andrea Vialli

As produtoras independentes de televisão estão atraindo a atenção de canais e produtoras internacionais. Nos últimos dois anos, as empresas fecharam contratos no valor de US$ 25 milhões de produção e venda de programas de televisão, documentários e séries de animação no exterior.

A produção brasileira contou com a ajuda de um programa de fomento à exportação voltado principalmente para empresas de pequeno porte. A idéia partiu da ABPITV, entidade que reúne as produtoras independentes de televisão. O projeto foi desenvolvido com o Sebrae, a Apex (agência de exportações do governo) e a Promoex, empresa que prepara companhias para o mercado externo.

“No início, imaginávamos que o programa fosse atingir 70 empresas, mas outras foram aderindo e já são 150, que já fecharam negócios com 12 países”, diz Patrício Prado, sócio da Promoex. O programa facilitou a participação das empresas em feiras internacionais, como a Kids Screen, de Nova York. A presença em eventos internacionais abriu as portas para a TV Pingüim, produtora de animação paulistana que já desenvolveu programas para a TV Cultura, TV Futura e Cartoon Network.

Um personagem infantil criado pela produtora fez sucesso no exterior e já rendeu contratos de co-produção. O Peixonauta, ou Fishtronaut, um peixe que transita entre o “mundo molhado” e o “mundo seco”, graças a um escafandro cheio d’água, atraiu a atenção da Nelvana, a maior produtora canadense de animação.

Não demorou muito até que fechassem um contrato de co-produção de US$ 4,8 milhões, no qual serão produzidos 52 episódios de 11 minutos, que serão exibidos no canal Discovery Kids.

O desenho animado, já em fase de produção, é voltado para crianças de 4 a 7 anos. “Sempre quisemos fazer uma série de animação, mas as emissoras de TV brasileiras não têm a cultura da co-produção, o que nos fez buscar parceiros lá fora”, afirma Kiko Mistrorigo, sócio da TV Pingüim ao lado de Célia Catunda.

A chancela da Nelvana trouxe outro contrato para a TV Pingüim, desta vez com a VivaToon, produtora de animação canadense ligada ao grupo VivaVision, para co-produzir a série de animação Magnitka, para crianças de 6 a 9 anos.

Outra empresa que vem ganhando espaço no exterior é a Grifa Mixer, de documentários para televisão e cinema. A produtora, que realizou um documentário sobre a ONG Doutores da Alegria, tem cinco co-produções em andamento em canais como o Discovery Channel, Arte (França e Alemanha), FRV (Canadá) e com produtoras como Gedeon (França) e National Film Board (Canadá).

Segundo Maurício Dias, diretor da Grifa Mixer, antes a maior dificuldade era entrar no mercado internacional. Hoje, o mercado nacional é o grande desafio.

“Por incrível que pareça, é mais fácil conseguir o apoio de uma televisão européia ”, diz.

   


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