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Internet reforça rumores
Grandes empresas são vítimas de boatos na rede
Renato Cruz
A Nokia e a Ericsson nunca deram aparelhos grátis para quem enviasse e-mails para amigos. Bill Gates, homem mais rico do mundo e fundador da Microsoft, também não pagava US$ 1 mil para quem fizesse o mesmo. Apesar disso, muita gente acreditou. O boato que se espalha pela internet se chama de hoax. Essas empresas já foram obrigadas a vir a público para desmenti-lo.
A história do celular grátis começou em 2000. Inventaram uma mensagem em inglês, até onde se sabe na Holanda, dizendo que a Nokia oferecia telefones móveis de graça para quem a reenviassem 10 ou 25 vezes. No Brasil, surgiu uma outra, em português, que seria uma resposta da Ericsson à concorrente, com uma oferta semelhante. O e-mail era assinado por Anna Swelund, que se identificava falsamente como funcionária da empresa. Tanto a Nokia quanto a Ericsson publicaram desmentidos em seus sites.
O hoax que envolvia o nome de Bill Gates era parecido: um e-mail dizia que a Microsoft estava pagando para quem testasse uma nova versão do browser Internet Explorer, reenviando a mensagem para amigos. Na época, em 2000, a Microsoft publicou um desmentido oficial em seu site.
Alguns desses boatos prejudicam o usuário, como o que circulou esse ano como se fosse uma mensagem da Receita Federal com o título "Alerta: mensagens eletrônicas (e-mails) falsas". Ele oferecia um software para resolver problemas de segurança e, na verdade, trazia um link que instalava um vírus no computador do internauta.
As lendas urbanas, no entanto, não se restringem à internet. Na década de 80, várias crianças ficaram assustadas com a história de que havia um punhal dentro do boneco do Fofão, um personagem infantil da época, e que por isso ele teria um pacto com o demônio. Quem se arriscou a abri-lo viu que o punhal era, na verdade, uma peça plástica que prendia a cabeça de plástico do boneco ao corpo de pano.
Mais informações no site http://link.estadao.com.br
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