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Segunda-feira, 30 janeiro de 2006   edições anteriores
ECONOMIA & NEGÓCIOS
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  'Monstro' da Caixa bate um bolão na internet

Agência de publicidade Fischer faz circular filme que vira febre entre internautas do mundo

Carlos Franco

Os publicitários Pedro Guerra, Kleyton Mourão, Gustavo Diehl e Ricardo "Big" Passos, da agência Fischer América, são fanáticos por futebol. E decidiram pegar carona no sucesso de Ronaldinho Gaúcho, prometendo desvendar os segredos do jogador da seleção brasileira na internet. Para tal, escalaram um garoto-propaganda colorido e desengonçado, o 'monstro' da Caixa Econômica Federal, que bate um bolão no filme.

Está fazendo tanto sucesso, até por não mostrar que quem está em cena é um garoto-propaganda de uma tradicional e centenária instituição financeira, que está entre os mais vistos no endereço www.youtube.com, onde estão filmes similares, que intrigam internautas, que tentam desvendar a que empresas pertencem. Antes disso, porém, o filme se espalha como um vírus pela internet.

Em seis dias, o boneco de pêlos roxos e dois metros de altura (que protagoniza as campanhas de cartão de crédito da Caixa) registrou 135.000 views - ou seja, foi visto este número de vezes - e também foi parar, graciosamente, sem que a agência pagasse por isso, no blog do comentarista esportivo Juca Kfouri e no site Kibe Loco.

A intenção dos publicitários com esta 'brincadeira' é preparar o personagem para a Copa da Alemanha, na intenção que se torne um dos ícones do Brasil lá fora, batendo um bolão. Na Copa de 2002, disputada na Coréia/Japão, a honra coube à tartaruga da Brahma, criada pela agência de publicidade F/Nazca em parceria com a Vetor Zero.

Desde que a BMW, em 2002, pelas mãos da agência Fallon, tornou-se o primeiro grande anunciante mundial a veicular pela internet filmes dirigidos entre outros por Ridley Scott, Ang Lee, Guy Ritchie e John Woo, que se espalharam como vírus, esse tipo de ação ganhou fôlego e também o Leão de Titânio do Festival de Cannes de 2003. Como no da Caixa, nos filmes da BMW, o carro aparecia, mas não se divulgava a marca e os filmes se propagaram como vírus.

   


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